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"Revirando" o Balde |
Nego da Ambrolina, como é conhecido em Quirinópolis (GO) o pecuarista José Ferreira Pinto, 67, passou quase 30 anos de sua vida vislumbrando novos ares para o seu horizonte verde, uma pequena fazenda de 10 alqueires no sudoeste goiano, região da Cachoeirinha. Lugar de pastos bem-dotados, a propriedade de Nego, uma herança do pai, José Pinto da Silva (já falecido), não respondia ao sonho do pecuarista: promover o sustento da família, com desenvolvimento e respeito ao meio ambiente.
Nego da Ambrolina, como é conhecido em Quirinópolis (GO) o pecuarista José Ferreira Pinto, 67, passou quase 30 anos de sua vida vislumbrando novos ares para o seu horizonte verde, uma pequena fazenda de 10 alqueires no sudoeste goiano, região da Cachoeirinha. Lugar de pastos bem-dotados, a propriedade de Nego, uma herança do pai, José Pinto da Silva (já falecido), não respondia ao sonho do pecuarista: promover o sustento da família, com desenvolvimento e respeito ao meio ambiente.
"Desde 1962, plantamos lavouras de arroz, criamos galinhas, porcos e tiramos leite, sem que isso nos proporcionasse uma boa mudança nas condições de vida de nossa família", afirma o pecuarista, lembrando que o que produziam até dois, três anos atrás "só dava para comer". A penúria era tão grande que as idas de Nego a Quirinópolis para fazer compras eram feitas a cavalo, quando ele gastava 10 horas de viagem.
Para ser ter uma idéia dos caminhos difíceis que Nego seguiu em sua labuta na roça, ele percorria 96km no lombo de cavalo (ida e volta) entre a fazenda e a cidade, tomando sol e chuva, e desgastando o animal, quando tinha que buscar mantimentos para a família e mercadorias diversas para o cuidado com a "fazendinha", como o próprio pecuarista gosta de se referir à Fazenda Cantinho do Céu. "Uma fazendinha para grandes sonhos", afirma.
Aspirações que só foram possíveis após Nego, sua mulher, Aparecida Martins Ferreira, 51, e seus três filhos conjugarem a palavra empreendedorismo, símbolo de transformações para a família, como, por exemplo, não precisar mais desgastar-se e cansar o cavalo em longas viagens a negócios na cidade, "A partir do momento em que nos integramos ao Programa Tanque Cheio (unidade teste do Projeto Sinergia, desenvolvido com a participação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/Sebrae em Goiás e entidades afins), nossas 40 vacas de leiteiras ‘reviraram’ o balde, de tanto leite produzido, e até um carro eu comprei para meus afazeres e passeios", comemora o produtor.
Aliás, pode até parecer exagero do pecuarista a frase ‘reviraram’ o balde, mas, comparada aos 30 litros de leite por dia que suas vacas produziam até 2004, a atual média de 330 litros de leite diários produzidos na Cantinho do Céu é uma bênção para o produtor e sua família: "Desatamos o nó do nosso ganha-pão por meio da informação, conhecimento, assistência técnica, de nosso comportamento", explica Nego, revelando ações trabalhadas pelo Tanque Cheio e Sinergia.
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| Fonte: www.revistacidades.com.br |
Redator(a): Revista Cidades |
| Data: 19-08-2009 |
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